quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Peraltice


Na beira o rio me encanta
Na beira do mar me espanta
Na beira o rio é fundo
O igarapé é ranzinzo, porém,
Não menos bonito

Saltar de ponta-cabeça
Não é só para os fortes,
Magrinhos ou mais cheinhos
Sapecas, “ñinos” peraltas
Todos buscam a mesma sorte
De acabar com todo medo,
De pular em sacrifício
E no fundo vem à morte.

Morte que nada, menino.
Curumins e cunhantãs
Beira de rio para eles
E renda puxada ao fio
Sem medo dos arredios
Peixes grandes ou pequenos
Que passam sob navios.
Vai topar?

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