domingo, 31 de janeiro de 2016

Bom dia, jardineiro

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Te vejo sempre sozinho, me pareces solitário;
Tuas mãos frementes deslizam por sobre as rosas,

lírios, dálias e jasmins dentro de um relicário só teu.


Bem sei, jardineiro, que a terra é pluma aos teus pés;
Tuas mãos rumam, cuidadosamente a cada botão.

Se as plantas fossem mulheres, a quem delas, 
jardineiro entregarias teu coração?


Abduzido te vês em meio a doce beleza,
A vida em cada plantio, amor em tanta presteza.

De sol a sol não te cansas de andar, plantar e plantar?
Planta em mim, ó jardineiro, a tua forma de amar;

Bom dia, jardineiro!


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